quinta-feira, 23 de agosto de 2018

às vezes tua

Às vezes
Sinto o bater dos nossos dois corações
Em perfeita sincronia sinfónica
Musicando por todo o espaço
Com beleza e amor

Às vezes
Pergunto-me se o que eu sinto é só meu
Ou se tu o sentes também
E logo me asseguras que é tudo nosso
Até que decidas que não

Às vezes
Invade-me uma gratidão imensa
Por te ter presente neste meu mundo
E logo se esboça a pergunta inevitável
Até quando essa presença ?

Às vezes
A vida deixa de ter segredos e tudo flui
E aí a gente fala de uma vida a dois
E tudo volta a parecer um mistério
Do qual nada sei

Às vezes
Sinto que o que eu te posso dar
Não é nada que não tenhas já conhecido
E por isso não tenho certeza alguma
De que o queiras receber

Às vezes
Penso em tudo isso e surpreendo-me
Por não sentir qualquer tipo de dor
É que tudo aquilo que representas
É puramente amor

Às vezes
Não faço ideia daquilo que queres comigo
E abraço esse sentimento confuso
Sem medos, por saber que o quer quer seja
Me iluminará de qualquer jeito

Às vezes
E mais recentemente, para falar verdade
Só verdade, que outra coisa seria escusada
Consigo projetar um caminho para nós
Onde reina a harmonia

Às vezes
Chega uma parte de mim carregada de realismo
Apodera-se de todo o meu ser e diz-me que
Não se pode projetar um caminho a dois sozinho
E deixo o sonho morrer

Às vezes
Estou sentada enviando paz e amor a esse mundo
E recebo sinais da paz e do amor que trazes em ti
Penetrando toda esta realidade daqui
Ainda que estejas longe aí

Às vezes
Sinto que um ser maravilhoso como o que tu és
É um ser com quem me vejo partilhar amor
Mas será que tanta paixão e tanto desejo
Consentem tal amor ?

Às vezes
Sinto-me capaz de abandonar meu jeito de viver
Para criar uma vida construída por nós duas
Mas o número dois não parece ser suficiente
Para quem tem tanto amor para dar.

Às vezes
Sinto que minha entrada inesperada na tua vida
Poderia vir fechar um ciclo teu para abrir um novo
Porque na minha vida é isso que tens feito
Trazendo muito encanto e magia

Às vezes
Me dizes ou demonstras que não estás preparada
Para abraçar um novo ciclo e fechar o antigo
E eu não quero apressar nada nesta vida
Mas o relógio nunca pára

Às vezes
Sinto que como agora estás podes deixar de estar
A qualquer momento e por qualquer motivo
Mas gosto tanto que estejas que sorrio por saber
Que em breve estaremos

Às vezes
Daria tudo para sentir o teu abraço cheio de ternura
Aquecem-se-me corpo e alma só de imaginá-lo
E me invade uma vontade de te encher de beijos
E de ficar só assim

Às vezes
Batem à porta as dúvidas sem que venham respostas
E eu alegro-me por saber que dúvidas nem sempre
São agradáveis, mas que certezas seriam absurdas.
Até já meu bem, te amo



sábado, 28 de abril de 2018

amor feliz

Há muito que o mundo se desfragmentou para se tornar num todo
Tenho andado então em peregrinação global em busca de um amor universal
Esquecendo de contar os passos para que me possa entregar em abraços
Que me ajudem a sentir mais próxima da verdade.

Mais que várias têm sido as vezes em que páro e me entrego de corpo e alma  
Para despertar em mais um dia e voltar ao mesmo longo e fascinante caminho
Que por um motivo coerente passado hoje a metamorfosear-se em obsoleto 
Achei que deveria ser percorrido sem companhia.

Agora estás tu aqui.
Aqui, aí, ali, nem sei... Onde não tento, nem desejo, nem espero...
Estás, assim. Por toda a parte. E sabe bem, mas é que sabe tão bem,
Que estejas por toda a parte.

Presença iluminada que não incomoda nem pressiona nem desilude ou assusta
Que me faz querer multiplicar-me no espaço e no tempo para melhor poder senti-la
Que me faz acreditar no desenvolvimento de todos os potenciais do ser humano
Sem querer forçá-los a acontecer.

És assim, só tu
E deixas-me ser assim, só eu
E acredito assim que não há-de faltar espaço para sermos só nós
No meio do todo
És o amor universal que buscava concentrado num só ser maravilhoso,
Assim sem limites
És aceitação e compreensão e afeição sem nenhuma baixa emoção,
Pura boa vibração
Não sei se alguma vez tinha tentado escrever um poema de amor feliz,
Mas hoje quero
Dizer-te que não há sensação mais bonita do que aquela que tenho vivido,
Ao acordar para te ver sorrir
Ao respirar o teu cheiro só teu
Ao deliciar-me com os teus lábios
Ao sentir o teu corpo deslizar no meu
Ao adormecer no calor da tua pele.

E ao mesmo tempo,
Não há felicidade mais suprema
Do que saber-te noutro universo
E sentir cada átomo da tua beleza divina
Iluminar cada situação pela qual passas
E cada ser que se te apresenta no caminho.

Amor e liberdade,
Contigo.
Até que faça sentido.
E por agora,
Faz TODO o sentido.

















domingo, 7 de janeiro de 2018

from rest to motion... and back. and forward. and back. and forward.

"Happiness is peace in motion.
Peace is happiness at rest."

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Shared Dharma of Realization

Ainda que saiba que nao preciso de nada, haverao sempre dias em que tudo me apetece.

Hoje, apeteces-me tu. Só tu.
Ja nao me lembrava de como era intenso sentir isto. Sabe tao bem.

Percorrendo infinitos caminhos sinuosos na tentativa de chegar ao horizonte em paz, emanando alegria e serenidade, pergunto-me se chegou a hora de me deixar ficar num jardim mais tranquilo a desfrutar da doçura e da força simultaneas que traz um amor como o nosso, capaz de mover todo este universo.

Nao sei ainda por que razao apareceste, mas acredito que tenhas chegado para ficares uns tempos. Na verdade, sinto que te podes deixar ficar em mim o tempo que quiseres. Trazes contigo tudo aquilo que eu admiro ou gosto de contemplar, meu bem. És a palavra que expressa o que eu penso, e os olhos que sabem ler as emoçoes que eu nao sei dizer. És o corpo que me procura e que eu quero sempre, mesmo que o cansaço esteja presente ou a vitalidade ausente. És assim de tal jeito, que só de te ter a meu lado, se me desenha um sorriso na cara que quero partilhar com toda a gente.

És algo que faz sentido. Somos algo que faz sentido e que pode crescer e brilhar da mesma maneira que o sol quando se eleva e surge na linha do horizonte. Sabemos que mais tarde voltará a desaparecer nessa mesma linha em outro lugar para dar lugar à lua e às estrelas, mas enquanto se move e brilha, enche o mundo de beleza.

Meu amor, nao nos precisamos mas apetecemo-nos mutuamente.
Sera que isso é suficiente para nos realizarmos?
Nao sei, mas se nao tentarmos nunca saberemos.
Nao espero nada, apenas deixo a porta aberta...

quarta-feira, 1 de março de 2017

keep going

"There are only two mistakes one can make along the road to truth: not going all the way, and not starting." Buddha
“There are only two mistakes one can make along the road to truth; not going all the way, and not starting.” –Buddha

Read more at: https://fractalenlightenment.com/29116/life/two-simple-steps-toward-authentic-freedom | FractalEnlightenment.com"T
“There are only two mistakes one can make along the road to truth; not going all the way, and not starting.” –Buddha

Read more at: https://fractalenlightenment.com/29116/life/two-simple-steps-toward-authentic-freedom | FractalEnlightenment.com
“There are only two mistakes one can make along the road to truth; not going all the way, and not starting.” –Buddha

Read more at: https://fractalenlightenment.com/29116/life/two-simple-steps-toward-authentic-freedom | FractalEnlightenment.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

mental checkpoint


Eu não sei
Se tenho vivido de maneira correcta
Seguindo por aí a dar o corpo ao manifesto
Bailando que nem uma metamorfose ambulante
Esforçando-me para partilhar o que de melhor existe em mim.

Eu não sei
Se tenho absorvido o melhor do mundo
Nessa interação constante e sempre distinta
De continente em continente e de coração em coração
Que se vem mostrando ser um espelho cada vez mais nítido.

Eu não sei
Se deveria resignar-me e apostar numa rotina
Amparada da presença dos que foram e são importantes
Deixar-me de hedonismos egoístas e ganhar em seriedade
Para um dia poder mostrar ao mundo um império que construí.

Eu não sei
Se existe um lugar que seja meu
Ou do qual eu seja parte – será que isso é desejável?
É que todos os lugares se assemelham na hora da verdade
Todos capazes dos amores mais belos e das tragédias mais cruéis.

Eu não sei
Se nós os Homens alguma vez
Fomos melhores do que aquilo que somos hoje
E também já não sei o que é melhor nem o que é pior
Mas algo em mim me diz para continuar a ser o melhor que posso.


Eu não sei
Se filosofias ajudam a mente a entender
O potencial infinito que é ser num universo em expansão
Mas se o amor é uma delas, então que se ame e não se pense
Que um universo sem amor é como uma criança que não nasceu.

Eu não sei
Se sei ou se não sei
E nunca achei que não saber pudesse saber tão bem
A cada dia o surgimento contínuo de novos encontros marcantes
Chega para despertar o equilíbrio tão apetecido entre amor e liberdade.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

keep in mind

“You may control a mad elephant; You may shut the mouth of the bear and the tiger; Ride the lion and play with the cobra; By alchemy you may learn your livelihood; You may wander through the universe incognito; Make vassals of the gods; be ever youthful; You may walk in water and live in fire; But control of the mind is better and more difficult.”

Paramahansa Yogananda, “Autobiography of a Yogi”

sábado, 30 de abril de 2016


"Me voici face au monde et face à moi-même pour une longue course à travers le temps, l'espace et les hommes. Dans mon univers, la vie est action et j'engage tout mon être dans le tourbillon de la grande spirale du monde.

Si la route a donné un sensa ma vie, je vais une nouvelle fois m'enfoncer à pleins poumons dans l'existence; avancer pour le simple plaisir d'avancer et d'être en phase avec l'univers qui m'habite et celui qui m'entoure. Des crises d'apnée me guettent plus loin.

Je suis en route vers un monde d'idées et de vérités qui seront probablement différentes des miennes. Pour assurer ma survie au cours des nombreuses rencontres qui se dresseront sur mon chemin, il va me falloir adapter ma perception de la vie, affronter des vérités différentes des miennes afin d'étendre mon champ de connaissances sur l'homme, dans son contexte historique et culturel.

(…)

J'ai étudié plusieurs religions et sectes dans l'espoir d'en trouver une qui puisse survivre à une analyse critique, mais je n'ai rien trouvé. À cette époque, j'aurais volontiers accueilli la paix et le contentement de croire en quelque chose. J'ai continué à lire sur l'expérience mystique de l'illumination, de “naître de nouveau”, de la “communauté avec Dieu” et de la “vie sur le plan spirituel”; je suis devenu frustré que cela ne m'arrive pas à moi.

J'ai essayé de la provoquer artificiellement avec des drogues pour être comme ceux qui “en” avaient vécu l'expérience. Il m'a fallu du temps pour accepter que cela n'allait pas m'arriver et que je devais plutôt me concentrer sur ma vie matérielle mortelle et essayer d'en tirer le meilleur parti. La “communion avec Dieu” n'existait tout simplement pas dans l'univers auquel j'avais accès dans l'environnement carcéral des villes.

En revanche, j'ai découvert très tôt que tout ce que nous savons ne concerne que le modèle d'univers que nous avons tous construit dans notre tête, et que de tels modèles peuvent être bien différents de la réalité qui se trouverait quelque part à l'extérieur de nous. Par conséquent, ce qui existe dans un univers connu peut être absent d'un autre... Ce qui semble vrai dans mon monde pourrait être faux dans celui de quelqu'un d'autre.
Je trouve ce concept très satisfaisant car il me permet de penser que je suis au centre de l'univers que je connais, et que tous les autres sont au centre du leur. Cela élimine le problème de déterminer qui a la perception correcte de l'univers.

Maintenant je peux échanger des visions de l'univers avec n'importe qui et ne jamais me sentir menacé par des perceptions contraires au miennes. C'est devenu un passe-temps pour moi de discuter de ma perception personnelle avec ceux qui reconnaissent q ue leurs vues sont également subjectives. J'ai appris à simplement écouter ceux qui croient détenir “l'unique et absolue vérité” sans me préoccuper de donner ma propre vision des choses, qui pourrait être perçue comme une menace à “leur vérité”, car je ne suis pas enclin à jouer le jeu de savoir qui a raison et qui à tort.

Je n'ai donc plus besoin d'avoir raison par ce que personne ne peut “avoir raison” de façon absolue. Ce qui importe vraiment pour moi maintenant, c'est de reconnaître ceux avec qui j'ai assez en commun pour pouvoir en arriver à un consensus opérationnel sur lequel on peut construire quelque chose ensemble. L'échange de points de vue avec des esprits ouverts qui n'ont pas de prétention sur la vérité absolue a probablement été la principale motivation de mes voyages au cours de la dernière décennie.

J'ai pris du plaisir à découvrir plusieurs univers à travers les yeux des autres. Certains m'ont semblé raisonnablement probables parce qu'ils étaient semblables au mien. D'autres m'ont paru intéressants, mais improbables, car je n'ai pu leur trouver aucune évidence dans l'univers que je connais. J'en suis venu à penser en termes de de probabilité au lieu de vrai ou faux., un peu comme les météorologues parlent maintenant de soixante-dix pour cent de probabilité de pluie plutôt que d'annoncer la pluie pour demain, comme ils le faisaient il y a trente ans.

Cette manière de penser me permet de donner une valeur à tous les concepts que je rencontre et que je peux comprendre. Je considère certains concepts comme étant extrêmements probables, tels que ma mort éventuelle, et d'autres comme étant très improbables, par exemple la vie éternelle de mon âme. Tous les concepts que j'examine peuvent être échangés contre des versions alternatives plus satisfaisantes car je ne connais pas de vérités absolues. Je pense que ce que j'appelle mon univers n'est que l'une des nombreuses approximations tout aussi imparfaites de la réalité. aussi je ne le prends pas trop au sérieux.

Courir le monde comme je le fais depuis fort longtemps, c'est aller au devant d'autres univers; démontrer qu'il est possible de s'intégrer dans tous les pays et toutes les sociétés; qu'un monde fraternel et respectueux d'autrui est envisageable."

quarta-feira, 27 de maio de 2015

free is now

Koh Phangan, 19.05.2015


domingo, 8 de fevereiro de 2015

going home


Atenas, 24.09.2014

Louco caminha o mundo, como sempre o fez.
Dou por mim a imaginar-me num momento crucial e transitório da história.
Como se não o fossem todos.
Sempre a poderosa ignorância de acharmos que somos superiores
E de que merecemos da vida um trato único e especial.

Os mistérios revelam-se de forma simples mas exigem de nós atenção.
Quanto mais caminho nessa loucura do mundo, mais rápidos se tornam os meus passos.
Por onde caminho, não sei.
Para onde caminho, pouco importa.
Mas há um lugar em mim que não tem destino nem caminho, e que sabe apenas existir.
Longe de ser parte dessa personagem ou ego ou que outra coisa ainda queiram chamar-lhe,
Cuja criação nos é imposta, de uma maneira ou de outra,
Esse lugar sabe falar-me sem que eu tenha que escutar.

Mas se eu me deixasse ficar nesse lugar, indefinidamente,
Que aconteceria ao mundo?
Deixaria de existir, tal como eu o vejo.
Deixaria de ter que fazer sentido,
O que por agora ainda é uma necessidade.

Que acontece quando essa necessidade se desvanece?
Será esse o momento em que a loucura do mundo se apodera de nós?
Ou pelo contrário, a ocasião oportuna de integrar genuinamente a realidade
De forma a que a validação de nós mesmos enquanto parte dessa realidade
Se transforme numa preocupação irrelevante?

Que alívio seria esse de sentir constantemente que não preciso de ser nada,
E que todas as ideologias, incluíndo a do amor ou a da verdade ou a da liberdade,
Deixassem de ser critérios segundo os quais os meus passos se movessem.

Por outro lado, parece-me absurda a existência desse outro lugar
Inventado por cada um de nós e por isso não existente fora da esfera pessoal
Sem que um motivo lhe seja atribuído, sem que uma verdade lhe seja inerente.
Por que razão haveríamos nós de ser feitos para criar, se criação não fosse precisa?
Por que razão nos seriam dados tantos caminhos à escolha, se caminhar fosse em vão?

domingo, 25 de janeiro de 2015


Zermatt, 24.01.2015 


Let's face it.
I don't want to be cool or nice or even fair.
I just want to be real.
That supposes me too be cool and nice and fair,
Sometimes.
Not all the time.
When i am none of that, chances are,
I am judgmental, distant or even unfair.

How can i accept this in me
When i can't accept it to be in the world?
That is the root of the problem.
What problem?
One day i think, no problems.
Only solutions.
Next day, i hope for another day to come,
Cause too many problems.

Someone said,
It is frightening to watch a soul expressing itself:
It is the logical expression of a contradiction.
So everyday i try to satisfy my contradictory beliefs,
Always working for a balanced path for this journey.
But how can that be possible,
When my beliefs are nothing but the remaining energy
Of someone else's thoughts and ideologies?

No doubts the human mind is something special,
A distinct queen in the whole animal kingdom.
How the flow comes and goes is still a mystery.
Why, oh why, should i be worried about such things?
It's not worrisomeness.
Curiosity, they might call it.
I don't know what it is.
I just know i need to know it.

But i know i'll die without knowing it.
Does it matter really?
It doesn't.
But it is what makes me going on.
And that is the secret of life.
No purpose, no end, no meaning.
Just keep going on, life says.
So let's follow its laws.

Cause no person, no job, no government, no philosophy
Should come and say, do this.
Truth is, they do it.
All the time.
Everywhere.
Fuck them. I want life.
I want sunrises and sunsets and the moon and the stars.
Everyday. And everynight.

And everyday and everynight i have them.
We all have them.
Life is here, we are life.
We have what we want.
We say we don't.
But we do.
That's the truth.
But the truth is no more than illusion.